Como diminuir chances de complicações pelo COVID:

– Fazer atividade física com regularidade. As pessoas que não estão fazendo, devem iniciar uma atividade física. As que já estão fazendo devem tentar intensificar para expandir mais o pulmão. Isso vai favorecer o aumento da reserva pulmonar, evitando maiores complicações ou mortes em caso de contágio pelo coronavírus. Faça antes uma avaliação clínica para verificar sua capacidade cardiorrespiratória. Lembro que a atividade física também pode melhorar a resposta imunológica. Prefira fazer em casa ou locais abertos e arejados (sem aglomerações).

– Dormir bem. Ter uma boa noite de sono. Se possível, sem sedativo. Há várias alternativas para indução saudável do sono. Consulte seu médico.

– Boa alimentação. Evite excesso de doces e frituras. Prefira alimentos proteicos e funcionais.

– Verificar também o seu perfil nutricional. Não esqueça de verificar os minerais, incluindo o zinco. O zinco segundo a Organização Mundial de Saúde é o mineral com maior carência na humanidade, sendo sua deficiência relacionada a aumento de gravidades infecciosas e disfunções do sistema imune. Os vegetais estão pobres em zinco em todo o mundo. Assim, vale considerar realizar uma boa avaliação do seu perfil nutricional. Principalmente, se já tem quarenta anos ou mais. Em Idosos obrigatório. imprescindível.

Fazer suplementação de vitaminas e minerais, incluindo a vitamina D, sob orientação e controle médico, pois a falta ou excesso de alguns elementos podem gerar consequencias sérias.

– Verificar se possível o nível de metais que podem baixar a imunidade. O alumínio é um dos metais que podem estar frequentemente elevados e comprometer a imunidade.

– Mantenha, se houver, sob controle patologias que aumentam o risco vascular como diabetes, dislipidemia e hipertensão. Se puder converse com seu médico sobre a possibilidade do uso do AAS. Já existe versões com gastroproteção e estudos que indicam menores complicações por tromboses em pacientes com COVID que estavam em uso do AAS ou similares.

– Diagnosticar e tratar alterações de humor. Irritabilidade ou desânimo. Principalmente em idosos. Há atualmente várias alternativas medicamentosas com poucos efeitos colaterais. Em alguns casos pode haver necessidade do uso de imunoestimulantes, havendo várias opções.

Em caso de infecção não menospreze a importância dos antibióticos prescritos pelo médico.

Ainda lembro da importância de se fazer boa hidratação, controlar o peso corpóreo, evitar estresse, vacinar-se assim que possível e cultivar FÉ Sempre.

António Cláudio Neves

Geriatra e Gerontólogo

Diretor do IAL- Instituto de Atenção à Longevidade

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